SAIU NA MÍDIA – REPORTAGEM NO JORNAL DE JUNDIAÍ

SAIU NA MÍDIA – REPORTAGEM NO JORNAL DE JUNDIAÍ

Carla Béck, diretora da Infinita EPH e Master Coach, comentou em entrevista ao Jornal de Jundiaí o impacto da Indústria 4.0 no varejo. Confira reportagem que foi manchete na edição deste domingo, dia 09/09!

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Lojas tradicionais de Jundiaí sobrevivem ao mercado digital

Edson Maiolino e seu sócio Carlos Alberto Grella comandam a loja de instrumentos Tri-Som, no Centro de Jundiaí, há 32 anos. Perguntados como conseguiram sobreviver tantos anos no mercado e como vêem o futuro da loja, a resposta é a mesma: “Só Deus sabe”, afirmam, entre risadas.

A loja já passou por algumas crises econômicas, a pior delas na segunda metade dos anos 1990, mas os sócios acreditam que a troca de governo foi pior para o negócio do que qualquer revolução tecnológica. “Nosso rendimento caiu 50% nos últimos dois anos”, lamenta Edson. Os lojistas apostam na fidelidade dos músicos de igrejas – seu maior público consumidor – para permanecer de pé.

Comércio 4.0
Para a consultora de empresas Carla Béck, porém, será inevitável se adaptar a algumas modernizações. Ela menciona o comércio 4.0, que trata da adaptação do varejo às novas tecnologias. “Não importa se estamos falando de uma compra numa loja física ou virtual, mas a experiência do cliente será impactada pela robotização de alguns processos. Quem não se modernizar, ficará para trás”, diz.

Durante consultoria a uma grande cadeia de lojas de sapatos em Jundiaí, Carla conta que foi possível encontrar uma solução que agregasse o e-commerce à loja física. “Hoje, se você chegar na loja e não tiver um sapato do seu número, é possível fazer a encomenda no sistema on-line da marca e o calçado estará disponível em cerca de 2h”, exemplifica.

Outros exemplos de como as tecnologias já estão alterando o mercado, diz ela, são a entrega de mercadorias feita por drones, produtos fabricados com impressoras 3D e até a realidade virtual. “Mas nem é preciso ir tão longe para ver essa alteração acontecendo. Só o fato de que quase nenhuma loja hoje consegue vender algo se não tiver uma máquina de cartão de crédito já mostra o poder da digitalização no comércio”, diz.

Tradição e recomeço
A “Loja dos Velhinhos”, uma das lojas especializadas em tecidos mais antigas da cidade, só começou a oferecer pagamento por cartão de crédito no início deste ano, quando o negócio foi vendido pela família Coutinho. “A gente relutou em ter cartão e, acredite se quiser, as pessoas iam ao banco sacar dinheiro e voltavam para comprar com a gente”, conta Janaína Andrez Coutinho, que cuidava de boa parte administrativa da loja antes do pai decidir vendê-la.

Ela não sabe precisar quando a loja surgiu, exatamente. “Meus bisavós criaram um armazém, mas quando um tio avô assumiu o comando da loja, ele trocou o foco dos negócios para o tecido”, diz. Isso já faz cerca de 60 anos. De lá para cá, a população apelidou a antiga “Loja Central” de “Loja dos Velhinhos”, e ela passou a ser chamada dessa forma, oficialmente, quando os tios-avós de Janaína faleceram. “Eles não admitiam a própria idade”, brinca.

Futuro
Ela decidiu sair da operação alguns anos depois de ter seu filho. “Minha irmã não iria assumir a loja, então meu pai decidiu vender”, conta. Hoje, uma empresa antes concorrente comanda a Loja dos Velhinhos. “Em vez de transformar a loja, eles continuaram nossa tradição e nossa história. Fizeram até um logotipo para a loja”, comemora Janaína.

Ela conta que o negócio já passou por diversas crises financeiras. “Na era Collor foi pior, quase fechamos”, conta. Ela diz que o surgimento das lojas fast-fashion também teve impacto nas vendas, mas conseguiram se manter com os clientes fiéis, como costureiras.

Nos últimos quatro anos antes de vender a loja, porém, Janaína conta que a moda do faça-você-mesmo, que possui grande público na internet, voltou a aquecer as vendas. “As pessoas estão começando a notar que o custo-benefício de uma roupa de fast-fashion não vale a pena. Não tem caimento e estraga rápido”, opina.

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