Diversidade cultural, empoderamento feminino, história e ancestralidade: Pantera Negra é mais que um filme de super-herói

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Diversidade cultural, empoderamento feminino, história e ancestralidade: Pantera Negra é mais que um filme de super-herói

Em 90 anos de história de Oscar não se via um filme de super-herói da Marvel ser indicado na categoria de melhor filme. E também não se assistia a um super-herói tão carregado de simbolismos e aspectos contemporâneos em meio a tanta magia e história de rei, aliás, um rei negro, o Pantera Negra.

A história de T’Challa, líder do reino de Wakanda, que herda os poderes de Pantera Negra para proteger o seu povo, é histórico ao apresentar atrizes e atores negros como protagonistas, valorizando as particularidades culturais e históricas dos povos africanos para além dos estereótipos. Sem contar as personagens femininas do filme, que têm papel fundamental para o desenrolar da trama. As mulheres Nakia, Okoye, Shuri – a responsável pela área tecnológica do reino – são fortes, decididas, desempenhando um papel de destaque e voz em um reino patriarcal. Inclusive, Okoye é a general de Wakanda. Uma líder consciente, com uma visão ampliada sobre o significado do conceito de fraternidade e convivência entre povos multiculturais.
Além disso, Pantera Negra é repleto de referências históricas, políticas e culturais que contam a trajetória do movimento negro nos Estados Unidos pela luta por direitos sociais. Na primeira cena do filme, é mostrado um flashback que acontece em Oakland, nos Estados Unidos. A escolha desse local não é por acaso: a cidade localizada no estado da Califórnia foi o berço do movimento do Partido dos Panteras Negras, que surgiu como reação após episódios seguidos de violência policial cometidos contra a população negra.
Pantera Negra retrata a riqueza das etnias que compõem a África. De certa forma, o reino fictício de Wakanda representa as potencialidades de todos os países africanos por conta de seus recursos naturais. Os trajes das guerreiras de elite de Wakanda, por exemplo, são inspirados no povo Maasai, que vivem no sul do Quênia e no norte da Tanzânia.

No aspecto ancestralidade, o filme aborda a África como berço da nação. Quando T’Challa tem que voltar a sua origem, entra em contato com suas raízes ancestrais do povo africano, com a sua cultura: língua, vestimenta, leis, o modo de viver. Nós também temos nossos ancestrais que influenciam o modo como nos comportamos e vivemos hoje em dia.

Oceano Azul no cinema: ao adotar uma fórmula comprovadamente de sucesso e aplicá-la a um mercado inexplorado, a obra ilustra elementos-chave da “Estratégia do Oceano Azul”. A tática se concentra em encontrar novos segmentos de clientes (o oceano azul) em vez de lutar com os concorrentes pelos clientes atuais (o oceano vermelho).

Pantera Negra pode se encaixar nessa categoria ao levar o enredo de filmes de ação para um novo mercado demográfico.

Wakanda Forever!

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