Meu pé esquerdo: passos que inspiram

Meu pé esquerdo: passos que inspiram

O filme “Meu pé esquerdo” relata a vida do escritor, artista plástico e poeta Christy Brown. Ele nasceu com deficiência física e paralisia cerebral, o que lhe impedia de movimentar praticamente todo o seu corpo, exceto seu pé esquerdo. À medida que ele vai crescendo, ele vai rompendo rótulos e crenças sobre a sua capacidade de realização e posicionamento na vida. Ele não se deixou abater, apesar de ouvir muitas vezes que ele era um “estorvo” na vida da sua família. Impulsionado por sua mãe e também com o apoio dos irmãos que o incluíam de alguma forma em suas rotinas e brincadeiras, Christy foi aos poucos conquistando o coração de quem o assiste desenvolver novas habilidades e persistir. No seu livro My left Foot (Meu Pé Esquerdo) e que deu origem ao filme de mesmo nome, ele relata como lidou com as suas frustrações com determinação e coragem. O filme retrata a capacidade de Christy em não se deixar abater, apesar de todas as suas possíveis limitações.  Neste mês de junho, falamos muito sobre o tema “Empatia”, através de podcast, entrevistas e agora com a sugestão deste longa-metragem. É possível um mundo com mais empatia? A história de Christy no século passado demonstra que a empatia sempre é um recurso que transpõe barreiras e adversidades.

Auto-estima: Além da empatia que aos poucos o artista foi conquistando, ele nos ensina quão poderosa pode ser nossa auto-estima para realizar nossos sonhos, independente de quem somos e das nossas limitações.

Paciência: Christy pacientemente foi enfrentando suas barreiras, se frustrando e aprendendo pouco a pouco, com muita paciência e tempo, que ele poderia chegar mais longe. Paciência para conquistas diárias, persistir sempre.

Foco e determinação: independente do que vizinhos, amigos e sociedade diziam ou pensavam sobre Christy, ele não desistiu de tentar se aprimorar para escrever, desenhar, falar, se casar, viver e ser maior que sua paralisia cerebral.

Autoconhecimento: claro que nem tudo na vida de Christy foi fácil, mas as frustrações que ele viveu mostram que ele foi se descobrindo como pessoa, artista, como filho e irmão querido, como homem que se apaixona e se decepciona com seu primeiro amor. Mesmo com sua mãe sempre lhe apoiando, ele batalhava por suas conquistas próprias.

Amor incondicional: Christy teve empatia com as pessoas e aos poucos ele também conquistou a empatia das pessoas. O amor incondicional entre ele e sua mãe demonstrava o quanto ele também era grato e se colocava no lugar dela, uma mulher que batalhou muito e que cuidava de Christy o tempo todo. Já as pessoas que conviviam com ele, acompanhavam sua luta diária e passaram a admirá-lo e a tratá-lo de forma mais amorosa e inclusiva.

Christy foi mostrando às pessoas que ele era capaz de conviver na sociedade e ser tratado com dignidade e respeito. Mesmo no século 21, é comum ouvir relatos da falta de empatia da sociedade e ignorância em relação a pessoas que apresentam qualquer tipo de deficiência. No século 19, Christy foi capaz de enfrentar todos os preconceitos e barreiras, sendo um exemplo de como as pessoas precisam aprender ainda a conviver com as diferenças do outro. O mundo com diversidade de pessoas pode ser muito melhor, rico e colaborativo. Falo sobre isso no meu podcast sobre Empatia. Confira aqui!

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

No Comments

Post A Comment