A rainha do xadrez é de Katwe: vida real da atleta Phiona Mutesi

A rainha do xadrez é de Katwe: vida real da atleta Phiona Mutesi

Assim como no tabuleiro, onde um peão pode resistir a diversos ataques até se tornar uma rainha, Phiona também pode esquivar as dificuldades e se sobressair aos outros. Dessa forma, o filme “Rainha de Katwe” baseado em fatos mostra a determinação, garra e empoderamento feminino de uma menina da comunidade Katwe, na Uganda, que venceu torneios internacionais de xadrez e venceu os obstáculos do seu cotidiano dificílimo. 

É através do xadrez, um jogo de estratégia e inteligência, que Phiona dribla os problemas do jogo da vida, sua pobreza extrema, os conflitos da família e alcança objetivos nunca antes sonhados por ela e até então desconhecidos. Em alguns momentos, ela mesma se surpreende com a sua capacidade e nos convida a pensar quantos de nós fizemos algo que nunca imaginamos que conseguiríamos  fazer e fizemos? Muitas vezes duvidamos da nossa capacidade e por desconhecê-la, desistimos! Phiona também se deparou com estas situações e seu mentor teve um ótimo papel em motivá-la, lapidá-la e mostrar a ela o lado bom das coisas através da sua experiência de vida. De um jeito leve e amável, seu mentor mostrava a ela que a vida sempre nos dá boas lições e que Phiona tinha sempre algo a aprender com tudo e com todas as pessoas, inclusive com a força de sua mãe, brilhantemente interpretada por Lupita. 

Em certo momento do jogo, quando Phiona ainda está aprendendo a lidar com suas capacidades, ela ganha uma competição contra o melhor jogador da King’s College e pergunta ao seu treinador se o menino a deixou ganhar e o porquê ela, pobre e sem estudos, ganharia o jogo de um menino privilegiado. A todo o momento, seu treinador vai mostrando a Phiona o poder que existe dentro dela e também alerta-a para os momentos em que ela se sente auto-confiante demais. 

O otimismo e determinação de Phiona vão contagiando sua comunidade, os alunos que também jogam xadrez e aos poucos sua mãe vai se convencendo do talento da filha e da necessidade de ela ir à escola e ser mais que uma vendedora de legumes na comunidade.

O empoderamento feminino é, certamente, um ponto que deve ser destacado no filme. Phiona, no início, se desculpa por suas vitórias e sente-se culpada por estar conquistando seu próprio espaço, seu próprio sucesso. O momento em que ela ganha o título de “melhor entre os meninos” é uma forma sutil de mostrar para o público que as qualidades de Phiona vão além das limitações de gênero.

Uma metáfora que faz um paralelo entre uma jogada no xadrez onde um peão – a peça mais fraca do jogo – após atravessar todo o tabuleiro torna-se uma rainha e a história de vida da jovem, que, após conquistar seu espaço no tabuleiro, passa da posição de peão para rainha do esporte em Uganda. A jovem entende que o xadrez é uma forma de poder – como é visto no final do filme quando ela diz que “as peças são um exército” e, assim, pôde enxergar mais profundamente o significado disso para sua vida.

Te convido a praticar um exercício para ir além do que você imagina e conhecer mais sobre você. Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

A vida real         

“Rainha de Katwe” é, como dito anteriormente, baseado na vida da atleta Phiona Mutesi – que, inclusive, acompanhou parte da produção do longa. Os créditos do filme guardam uma surpresa para o espectador – não são apenas nomes rolando na tela, mas os atores ficam lado a lado com as pessoas reais que os inspiraram e o destino de cada um dos envolvidos na vida da protagonista é revelado, como, por exemplo, o futuro de sua mãe e seus irmãos. Phiona terminou seus estudos e continuou a competir, colecionando títulos no esporte e ganhando destaque internacional. Hoje, a “Rainha de Katwe” tem apenas 23 anos e já entrou para a história da Uganda pelas suas conquistas no xadrez.  

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