Jojo Rabbit: Lições para todos os tempos

Jojo Rabbit: Lições para todos os tempos

Jojo Rabbit não é mais um filme para contar sobre a segunda guerra mundial e sua intolerância com a diversidade. Ele traz uma forma diferente de nos mostrar como se criam os modelos do que é aceitável ou não em uma sociedade.

Tudo inicia com as crianças: com a história que se conta, da credibilidade que se dá a ela, das mentiras que viram verdades, do poder que elas dão as pessoas e das pessoas que se apropriam dessa verdade e passam a crer que essa é a única forma possível de viver.

Outro ponto que destaco é a conversa que acontece com o amigo invisível de Jojo: Hittler. Seu confidente, seu motivador, aquele que esteve com ele durante todos os momentos onde esteve à prova, desde quando não teve mais contato com o seu pai. Bom ou mal? Tudo depende de como Jojo dá sentido a isso.

Esforço para se fazer pertencer: a necessidade de inclusão pode fazer nos tornarmos ingênuos, querer fazer de tudo para atender a uma expectativa e atender ao modelo vigente sem questionar. Jojo nos apresenta seus dilemas e como vai permitindo experimentar novas relações e tirar as suas próprias conclusões sobre o que vive.

Ele viveu o horror junto com a sua mãe, que fez de tudo para sobreviver e mudar o modelo vigente. Ela trouxe acolhimento, tolerância e dança àquele momento. Mas também apagou por ser assim. A forma com que nos posicionamos nos custa consequências. Fica a reflexão sobre o equilíbrio entre apontar o dedo e ser isento diante de tudo que acontece. Neste caso, conteúdo e forma de se posicionar têm peso. Você pode discordar, mas sair lutando aos quatro ventos custar caro. Ser o melhor que você pode ser junto à sua família já é uma grande conquista.

Sei que a frase que utilizarei não faz parte dessa história, mas ela lembra do que acontece com quem se impõe: “Cortem as cabeças”. No caso, enforquem, explodam, matem, pois não aceitamos e nem toleramos quem pretende trazer um novo olhar para a sua verdade.

Será que os russos são tão maus assim? Será que os nazistas são incapazes de boas ações? Vamos acompanhando o que acontece ao longo do filme. Papéis mudam. Será que quando os “bons” assumem o poder agem diferente?

Acompanhamos a cidade de Jojo ser invadida por russos e americanos, pessoas presas e executadas. Jojo foi salvo pelo seu general, que tira o casaco de Jojo, uniforme alemão, o que evita que tenha sido executado junto com ele. Rótulos! Afinal, o que nos define como pessoas?

Nem direita nem esquerda e sim para frente. E nem ganhar nem ter poder. Analisando friamente, todos perdem e perdem o mais precioso da vida: o tempo. Este não volta mais. O que podemos ter deixado de fazer ao perder este precioso?

Voltamos a grande questão: bem ou mal. Generalizamos, julgamos, executamos, tudo em nome de algo que defenderemos com unhas e dentes, perpetuando “verdades”.

Por mais romântico que possa parecer, vamos falar sobre o que o amor promove nas pessoas: Solidariedade, empatia, sacrifício. A pergunta que faço é o que estamos dispostos a abrir mão? Ser feliz ou ter razão? Jojo escolheu ser feliz. Ele levou, literalmente, um tapa na cara da vida e percebeu que as diferenças de pensamentos mais podiam somar do que subtrair.

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

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