SAIU NA MÍDIA/JORNALZEN – SÍNDROME DA CABANA: A síndrome de quem não quer que a quarentena acabe

SAIU NA MÍDIA/JORNALZEN – SÍNDROME DA CABANA: A síndrome de quem não quer que a quarentena acabe

Após mais de 100 dias de isolamento social e a adaptação para ficar em casa e fazer todas as atividades, o cérebro foi treinado para entender e associar a casa à proteção e segurança. Sair de casa pode representar perigo e insegurança para as pessoas e este medo em excesso pode desencadear na Síndrome da Cabana. Este nome foi dado em 1900 em função dos trabalhadores norte-americanos que se refugiavam em suas cabanas quando o inverno chegava e, depois, tinham receio de voltar à civilização quando o frio terminava.

O mesmo já está acontecendo atualmente, devido à quarentena que nos confinou em nossos lares desde março deste ano. Hoje, algumas pessoas já estão entrando em desespero com a abertura de shoppings, lojas e relaxamento de alguns com relação ao isolamento.

Agora, com a possibilidade de a quarentena terminar, torna-se necessária uma nova adaptação. Começar tudo de novo. Quem sofre de Síndrome da Cabana pode sentir muita angústia, muita ansiedade, perder a concentração, perder a memória, passar a comer muito e a dormir muito, embora possa acontecer de o indivíduo perder o apetite e o sono, e alguns sintomas físicos também podem se manifestar, como taquicardia, sudorese e tonturas.

O medo é uma sensação provocada pelo cérebro que auxilia o indivíduo em sua sobrevivência e adaptação. Se não sentíssemos medo de nada, não teríamos como nos defender. No entanto, é preciso ficar atendo ao excesso de medo. Os sintomas da Síndrome da Cabana podem lembrar a Síndrome do Pânico. A diferença é que esta leva o indivíduo ao isolamento, enquanto na Síndrome da Cabana acontece o contrário. O isolamento leva o indivíduo ao pânico. As empresas que estão se preparando para a retomada também devem se atentar em transmitir segurança aos colaboradores.

Algumas dicas podem ajudar quem está sofrendo dessa síndrome:

              1 – Respeite o seu tempo. Não se obrigue, não se cobre, não se culpe. Cada um tem um ritmo diferente e o sentimento é totalmente válido.

              2 – Estabeleça uma rotina. Na rotina você se sente no controle e pode controlar os seus pensamentos, portanto, pode controlar seu medo.

              3 – Comece aos poucos, devagar, e recompense cada passo, cada progresso. Por exemplo, no primeiro dia, simplesmente abra a porta de sua casa e fique ali, olhando para fora. Avalie como está se sentindo. No dia seguinte, tente dar alguns passos para fora.

              4 – Lembre-se de todas as coisas boas que você tinha e fazia ao sair de casa. Comece a condicionar seu cérebro para que ele diminua progressivamente a resposta do medo.

Procure ajuda de um profissional. A Síndrome da Cabana, quando longa e não monitorada, pode desencadear um quadro depressivo grave.

Claro que ainda é preciso tomar muito cuidado ao sair de casa e, de preferência, evitar aglomerações. Mas podemos começar desde já a enumerar todas as coisas boas que estão nos esperando lá fora. Um dia a quarentena acabará. Então vamos nos preparar para uma nova vida antiga.

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

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