Tecnologia ditará futuro das empresas

Tecnologia ditará futuro das empresas

Inteligência artificial e uso de dados auxiliam empresas a entender o consumidor

Saiu na Mídia – Jornal de Jundiaí

Do uso de inteligência artificial ao machine learning, a tecnologia se tornou praticamente uma ferramenta intrínseca para empresas de todos os portes e setores. De acordo com a Gartner, empresa de consultoria voltada ao desenvolvimento de tecnologia, até 2021 a inteligência artificial será responsável pela criação mundial de US$ 2,9 trilhões de valor comercial e 6,2 bilhões de horas de produtividade.

Estudiosos da área alegam que hoje, após oito anos da quarta revolução industrial, já se fala sobre uma possível quinta onda de transformação digital e que, com a redução de intervalo entre essas revoluções e o aprimoramento das tecnologias existentes, não é possível prever a velocidade e a quantidade de conhecimento gerado na próxima década. É o que explica Marcelo Souza, CEO do Grupo Fox e especialista em indústria 4.0. “O que se sabe é que essa transformação digital tem como alicerce cinco pilares: o cloud computing, a internet das coisas, a cibersegurança, a inteligência artificial e o machine learning”, pontua.

Souza enfatiza que essas tecnologias podem interferir massivamente no cotidiano das pessoas. “Temos hoje bilhões de smartphones conectados e gerando dados continuamente e, a partir do momento que você tem dados e geração de conhecimento, existe a possibilidade de uma máquina com inteligência artificial aprender a partir disso e até mesmo contribuir para a mudança de hábitos do consumidor”, explica.

NA PANDEMIA
Mas essa transição não se dá apenas através de grandes sistemas e tecnologias megaavançadas. Durante a pandemia, por exemplo, para muitos comércios locais, a adesão aos sistemas e-commerce e sistemas de automação para aumentar a produtividade no dia a dia já foi uma mudança significativa.

Esse cenário tem contribuído para o faturamento de Elton Monteiro, de 38 anos, que é proprietário de uma empresa de desenvolvimento de sistemas. “As empresas buscam por softwares capazes de melhorar os processos internos através do uso da tecnologia. Para esses empreendedores, uma das principais demandas é a redução de tempo para realização de atividades cotidianas e, através da internet das coisas e da análise de dados, conseguimos grandes avanços nesses quesitos”, afirma, alegando que é possível desenvolver sistemas de automação para atingir objetivos específicos.

O diretor da empresa de outsourcing, João Paulo Tavares, aproveitou o cenário de crise para solucionar as dores de grandes empresas. “Como a busca por outsourcing de impressão teve queda, desenvolvemos kits home office para empresas de médio e grande portes. Em paralelo, reforçamos nosso setor de desenvolvimento e manutenção de notebooks e smartphones”, declara, alegando que hoje os kits representam 20% do faturamento total da empresa.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), Edison Maltoni, afirma que a instituição tenta fazer essa ponte também entre os comerciantes e a tecnologia. “Acreditamos que o futuro é tecnológico e todos terão que se adequar a esses sistemas, não apenas para se manterem competitivos, mas para expandirem a capacidade de prospecção e até para serem mais assertivos em suas estratégias de marketing”, pontua.

ENSINO
Para que o mercado tecnológico possa continuar evoluindo, será necessário investir em educação e, mais do que isso, aprimorar as grades curriculares dos cursos da área. Essa é uma preocupação do doutor em inteligência artificial e professor do curso de desenvolvimento de sistemas da Escola Técnica Estadual Vasco Antônio Venchiarutti, José Roberto Madureira Júnior, de 35 anos. “Nós observamos que a IA está mudando a forma com que os negócios estão acontecendo e, consequentemente alterando também as necessidades de formação acadêmica. Ou seja, precisaremos adequar a formação dos profissionais da área de tecnologia para que se tornem capacitados para atuar nessa área que está em constante evolução”, pontua, alegando que o conhecimento sobre ciência de dados será indispensável para as profissões do futuro.

A psicóloga especialista em comportamento humano, Carla Béck, alerta sobre a consequência de toda essa tecnologia para os consumidores que estão do outro lado do smartphone. “A tecnologia vem com um grande apelo para facilitar a vida das pessoas, proporcionando melhores experiências e agilizando procedimentos do dia a dia. No entanto, se continuarmos nesse ritmo, teremos que ser educados para lidar com o uso dessas ferramentas sem que isso afete a nossa saúde mental”, afirma, alegando que o digital é capaz de alterar nossa percepção do mundo e de nós mesmos.

“Teremos que aprender a lidar com a tecnologia da mesma forma que nossos antepassados aprenderam a lidar com o fogo, com a pedra. com a faca”, reflete, explicando que tudo é uma questão de adaptação.

PRINCIPAIS TERMOS
Confira a seguir os principais conceitos tecnológicos:

BIG DATA – corresponde ao armazenamento massivo de dados e a possibilidade de analisar e retirar valor dessas informações;

INTERNET DAS COISAS – são máquinas ou dispositivos capazes de coletar informações para atuar com autonomia;

CLOUD COMPUTING – é o armazenamento de dados em servidores on-line, sem que haja a necessidade de um disco rígido;

MACHINE LEARNING- é a capacidade dos dispositivos em aprenderem a partir da análise de um conjunto de algoritmos.

https://www.jj.com.br/jundiai/2020/09/102948-tecnologia-ditara-futuro-das-empresas.html

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