Magnetic – Para Poucos: o que aprender com os atletas mais radicais do planeta?

Magnetic – Para Poucos: o que aprender com os atletas mais radicais do planeta?

Do diretor Thierry Donald, “Magnetic – Para Poucos” é a reunião da experiência vivida por atletas radicais superando os maiores desafios de seus esportes.

Lançado em 2018, o documentário acompanha o dia a dia de atletas de 9 esportes radicais. Os mais populares são: surf de ondas grandes em Nazaré, Portugal – esporte que o Brasil tem Maya Gabeira como representante. Ela é recordista mundial da maior onda surfada por uma mulher (22,4 metros) –, esqui e snowboard.

Cada atleta tem sua rotina mostrada. Dão depoimentos que detalham a trajetória até o momento de maior desafio. Vale ressaltar que os atletas que aparecem não são desconhecidos para o cenário, muito menos precisam se provar para ter reconhecimento. A própria Maya Gabeira era detentora do recorde anterior. Não existe espaço para acomodação.

Para tirar lições do documentário, é necessário mudar o foco para a preparação dos atletas e deixar os feitos em segundo plano. Fazer isso facilita entender o real motivo de cada um estar ali, se esforçando para talvez conseguir se superar. Quando olhamos para este viés, conseguimos enxergar lições valiosas que – guardadas as proporções – são aplicáveis no nosso cotidiano menos radical, mas que proporciona adrenalina de outras formas.

Quem se aventura nas ondas de Nazaré, em Portugal, precisa de um parceiro para pilotar o jet ski, já que não é possível remar tradicionalmente como nas ondas comuns. Para enfrentar as ondas gigantes, é levado ao topo sendo puxado por um jet ski que, após a onda quebrar, será também a única saída do mar para um lugar seguro, e ao mostrar depoimentos de surfistas, é perceptível a confiança depositada nos pilotos por eles. Cada um tem seu próprio piloto, tanto para os treinamentos quanto para a ação, exibindo a amizade fora do mar. Isso mostra a necessidade do bom convívio com a equipe durante o dia a dia, afinal, dependemos um do outro. E essa união é um forte elo para alcançar voos maiores.

Outro fator é o mindset. Durante quase duas horas de documentário, não ouvi nenhum depoimento negativo ou pessimista. Todos os atletas mantinham-se firmes, sempre dizendo que mais cedo ou mais tarde iriam conseguir. E de fato conseguiam. Isso prova que os pensamentos positivos afastam as chances de desistir, então é bom pensar bem no que queremos atrair para nossa vida.

Mais uma lição aprendida é: tenha sempre um plano B. Imprevistos acontecem nos momentos em que estamos mais confiantes e menos atentos a surpresas. O plano B existe para isso, uma rápida solução para momentos que não estamos contando no plano original. E se engana quem acha que tem experiência suficiente para lidar com qualquer imprevisto. Na verdade, este é um claro sinal de inexperiência. 

Outro ponto a se destacar é a necessidade de se autoconhecer antes de tentar qualquer objetivo. Antes de partir para um projeto, é preciso saber até onde nossas capacidades conseguem nos levar e então entender a viabilidade de sucesso. Quando o desafio é muito grande, o tendemos a desanimar, por isso, tenha certeza de estar preparado para enfrentar o que vier.

Por fim, tenha paixão pelo que faz. Não existe combustível que nos leva mais longe do que a paixão. Isso fica claro no documentário. Muitos atletas se deparam com situações em que desistir seria o caminho mais óbvio, e todos dizem que a principal motivação para continuar é a paixão.

Em uma análise fria e racional, quem assiste ao documentário pensa que não é capaz de ter um desempenho de alta performance como os atletas. Mas observando atentamente, percebo que o que os difere não é apenas a parte física, mas sim o aspecto psicológico. E isso é possível trazer este mindset positivo para o meu cotidiano e para o seu também. 

Muitos dos atletas são definidos por medalhas e por segundos ou minutos que assistimos durante as competições. Mas também é preciso se lembrar que, por trás de uma medalha, há muito preparo, esforço e dedicação. É um paralelo sobre a vida nas redes sociais com a vida real. O espetáculo é fruto de muito trabalho. E não tem atalhos ou mágica.  

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

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