Whiplash – Qual é o limite da busca pela perfeição?

Whiplash – Qual é o limite da busca pela perfeição?

Talento não é suficiente. É necessário esforço para chegar ao topo, ou como o filme destaca, a perfeição. Whiplash conta a história de Andrew Neiman (Miles Teller), um jovem baterista de jazz que sonha em ser o melhor músico do mundo. Para ajudá-lo, Neiman tem a orientação de Terence Fletcher (J.K. Simmons), reverenciado e impiedoso mestre do jazz. O filme foi feito para os amantes de jazz, músicos, professores e quem mais se interessar em aprender sobre como a pressão psicológica não nos impulsiona para o todo, mas inspira a desmotivação.

Lançado em 2014, o longa exibe uma história de amor pela música em duas óticas: A de Neiman e a de Fletcher. Neiman toca bateria desde os 7 anos de idade. Ao chegar à fase adulta, Neiman sonha em ser um músico profissional, e neste momento seu caminho cruza com o de Fletcher. Terence Fletcher é professor da orquestra da Shaffer – onde Neiman toca –, a melhor universidade de música do país. Fletcher é um professor muito exigente, e trata a orquestra como a coisa mais importante da vida dele. Porém, ao fazer isso, acaba pressionando os alunos além dos limites, gerando uma série de problemas emocionais.

Quando ingressa na banda da faculdade, Neiman percebe que terá que se esforçar muito para atender aos padrões de satisfação de Fletcher, e isso desencadeia muitas atitudes do personagem. Primeiro, ele termina com a namorada, alegando que não terá tempo para ela e que a motivação de ser o melhor é mais importante que qualquer coisa. Depois, Neiman começa a desenvolver calos e ferimentos nas mãos – e aqui ficam os aplausos para o ator Miles Teller, que mesmo já tocando bateria casualmente, fez aulas de 4 horas durante 3 vezes na semana, para se adequar ao papel –, e o instrumento que lhe dava prazer ao tocar, acaba se tornando um lugar de humilhação, já que Fletcher ofende a família, o agride fisicamente com tapas em uma cena, e o faz refém da própria satisfação de descobrir um novo gênio do jazz.

O auge dessa pressão psicológica acontece no dia de um concerto muito importante. Para conseguir tocar, Neiman supera a concorrência de outros dois bateristas, o que mostra o esforço feito pelo jovem. No caminho para o show, Neiman tem imprevistos. O ônibus em que está quebra, ele se atrasa, mas aluga um carro e chega ao local. Porém se esquece de um objeto fundamental para tocar: as baquetas. Neiman então volta para a locadora de carros, pega suas baquetas, porém no meio do caminho sofre um acidente ao colidir lateralmente com um caminhão. Mas Neiman não desiste, sai do carro e vai se apresentar mesmo estando muito ferido, e no show, é mais uma vez humilhado por Fletcher.

Após este episódio, Neiman processa anonimamente seu antigo professor, fazendo Fletcher perder o emprego e começar a se apresentar em bares de Nova Iorque. Em uma dessas apresentações, os dois se encontram, e Fletcher convida Neiman para ser o baterista da banda que formou, no festival JVC, um festival de jazz extremamente bem conceituado. Na apresentação, momentos antes de começarem a tocar, Fletcher revela a Neiman que sabe que ele o denunciou, e em seguida, o envergonha na frente de todos. O que parecia ser o fim da carreira de Neiman, mas ele volta, enfrenta o professor, faz um solo espetacular na bateria, transformando a raiva de Fletcher em orgulho no mesmo momento.

O filme tem muitas lições a ensinar. A primeira é que nada vale o preço de colocar a nossa saúde mental em risco. Pode ser a coisa que você mais ama. Se isso custar a saúde mental, passará a ser a coisa que mais odeia. A pressão psicológica faz com que um ser humano seja controlado por outro, e ninguém é feito para ser controlado por outra pessoa, somos representantes das nossas próprias vontades, e ninguém mais deve ter poder sobre isso.

Em segundo, bons líderes não humilham o próprio time. Líderes mostram o caminho, e não são um obstáculo a ser superado. Este argumento fica ainda mais contundente quando se trata de um professor, como no filme. Professores são feitos para orientar e guiar o caminho. Durante o percurso de um sonho, existem obstáculos suficientes para serem superados, e o guia, o professor não deve ser um deles.

Por último, a romantização do esforço extremo precisa parar. O final do filme deixa subentendido que o professor estava certo, mas é totalmente o contrário. Neiman se sujeitou a situações absurdas para estar ali, e esta última cena é mais um grito de alívio do baterista, do que propriamente um jeito de dizer que tudo o que ele sofreu era necessário.

O filme venceu os prêmios de melhor diretor e melhor filme de acordo com o público, no festival Sundance.

Whiplash mostra como não ser um líder e destaca que nossa saúde mental deve ser priorizada.

E seguindo no caminho contrário do professor do filme, a InfinitaEPH postou um conteúdo sobre modelos de gestão de RH e liderança. Confira para não cometer os mesmos erros que este professor.

https://www.instagram.com/p/COaq8zkqdRC/

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

No Comments

Post A Comment