Round 6 – A impactante série traz ensinamentos valiosos

Round 6 – A impactante série traz ensinamentos valiosos

Estreando em 17 de setembro, Round 6 se tornou a série mais assistida da história da Netflix em pouco mais de um mês. O dorama coreana (drama coreano) se tornou sucesso rapidamente, e desde então, não sai das rodas de conversa das pessoas. Se você é uma das poucas pessoas que ainda não assistiu ao seriado, cuidado. Contém spoilers.

Em rápida explicação, Round 6 conta a história de 456 jogadores sul coreanos que estão falidos. São pessoas viciadas em jogos e que devem muito dinheiro – ponto para Netflix ao mostrar um pouco da cultura de apostadores e agiotas do país. Esses jogadores são convidados a participarem de um jogo que lhes renderá muito dinheiro. São 6 fases ou ‘rounds’ sendo cada uma delas um jogo diferente da cultura sul coreana. Cada etapa é eliminatória, e cada jogador eliminado, ou melhor, morto, tem sua parte do dinheiro destinado ao montante total, que se acumula até que reste apenas um jogador para receber o prêmio.

Com uma história dessa, a série rapidamente chegou ao topo do ranking de exibições, ultrapassando outras séries já consolidadas, seria impossível não assistir e observar o que a obra nos diz. Então, a InfinitaEPH assistiu ao seriado e separou algumas lições que estão entrelaçadas na série.

O poder da escolha

Antes da primeira prova, os jogadores foram avisados que quem perdesse seria eliminado. Porém, a eliminação significa morte. Quem se movesse depois que a boneca parasse de cantar, era morto por um tiro. A experiência deixou os jogadores que passaram de fase traumatizados. A regra diz que se a maioria concordar em encerrar o jogo, eles seriam liberados e voltariam às suas vidas normais. E de fato voltam. A maioria opta por encerrar os jogos, mas após um tempo em suas vidas normais, os jogadores que ainda desejam continuar jogando, recebem a chance de participar do jogo novamente.

Este é o retrato ideal do poder das escolhas. Na vida, temos alguns ciclos que parecem automáticos. De casa para o trabalho, do trabalho para casa, e assim passamos anos sem perceber que a vida está passando. Na série, este seria o caso de alguns jogadores. Vivendo a vida no automático, vivendo para pagar as dívidas e ao mesmo tempo se endividando mais. Neste momento, o primeiro episódio mostra que ainda somos nós que temos o poder de escolher.

Sonhar é propósito

A cada jogo que se passa, mais pessoas são eliminadas. Em uma das fases, os jogadores precisam formar duplas para jogar burquinha, bolinhas de gude. A regra é de que a dupla escolha um jogo e se enfrente. A personagem que disputa com a 067 chega à conclusão de que não tem motivações para viver. Não tem família, não tem sonhos para realizar. Não tem nada. Isso a motiva a abdicar de jogar e permite que a jogadora 067 se classifique para a próxima fase.

Na vida, procuramos propósito, e sonhar é uma forma de seguir motivado. Trabalhamos para realizar sonhos, e sonhamos mais para podermos realizar. Sonhos nos motivam a viver, seguir em frente. Sonhar é ter propósito para levantar todos os dias.

O poder revela quem somos

Ao longo dos episódios é revelado que esta não é a primeira edição do jogo. O líder e organizador dos jogos já participou e foi campeão de alguma edição anteriormente. Para ser campeão um jogador passa por muitas experiências traumatizantes, e ele continua porque o dinheiro é tudo que importa. Mesmo com todo trauma vivido durante o jogo, ele retorna, porém dessa vez como o opressor e não o oprimido.

Este comportamento do ser humano é mais comum do que se imagina. Não que seja bom, mas é comum. Uma criança, por exemplo, quando cresce, se torna pai e replica o comportamento de seus pais em seus próprios filhos.

Resiliência supera qualquer obstáculo

Durante as 6 fases, diferentes jogos são explorados, e as habilidades para vencer estes jogos são bem diversificadas. Cabo de guerra, adivinhar qual vidro é resistente, destacar formas geométricas em um biscoito, agilidade para se mover rapidamente, inúmeras provas. Desde estratégia, força e inteligência à pura sorte. Não existe uma característica específica que seja usada em todos esses jogos.

O que existe é a resiliência. O vencedor dos jogos, o jogador 456, não era o mais forte, não era o mais inteligente, não era o mais veloz, porém era o que mais se adaptava ao jogo escolhido. A lição que fica é que a resiliência é o nosso maior aliado nas dificuldades. Ser capaz de se adaptar a um ambiente diferente, mesmo em meio a desafios desconhecidos, nos faz chegar longe.

Dinheiro não traz felicidade

O velho clichê: dinheiro não traz felicidade. Essa frase tem muitos significados, e na verdade tem muito sentido nela. Pense que o dinheiro por si só não significa nada, até que ele se relacione com o conceito que temos definido a felicidade. Esse parece ser o caso do jogador 456 – e tomara que de todo mundo. Na vida pessoal, o dinheiro seria extremamente importante para que ele pudesse obter a guarda de sua filha e então não ter que visitá-la nos EUA. O fato é que o, então bilionário, não mexe no dinheiro. Simplesmente não o desfruta. Por quê? Nesse contexto, o dinheiro só foi usado por um motivo: para as pessoas se matarem. Somente. E quando vem assim não há nenhuma quantia no mundo que garanta a felicidade de alguém. Um conflito entre sobreviver no jogo e desfrutar do dinheiro que custou a vida de alguém. 

Round 6 retornará com mais uma temporada e, provavelmente, com mais lições para nos ensinar. Por enquanto é só, mas não pense que acabou. A série continua através do que aprendemos com ela.

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

No Comments

Post A Comment