O Expresso Polar: o filme que nos faz refletir sobre o propósito do Natal.

O Expresso Polar: o filme que nos faz refletir sobre o propósito do Natal.

O Natal é uma época mágica para todos. O clima é diferente, a sensação de mais um ano se findando, a reunião com a família… tudo isso coopera para um sentimento mágico. Para as crianças, então, nem se fala. A ansiedade para ganhar o brinquedo tão desejado toma conta e as deixam em sintonia. Particularmente, adoro filmes, e quando dezembro se inicia, abro oficialmente a temporada de filmes de Natal. Um dos filmes indispensáveis na minha lista se chama “O Expresso Polar”, animação de Robert Zemeckis.

A história se passa na véspera de Natal. Um garoto, que não acredita mais em papai noel, porém quer acreditar novamente, ainda está acordado e ouve um barulho do lado de fora de sua casa. Ele sai para descobrir o que é, e se depara com um trem clandestino que está indo para o Polo Norte. Ele reluta em embarcar, mas sobe no trem e ruma junto às outras crianças, que assim como ele não acreditam mais no espírito natalino. A partir daí, a aventura começa.

No trem, ou melhor, no expresso, o garoto passa a fazer amizades. O que torna a história mágica é que o expresso, de alguma forma, tem a missão de ensinar lições para cada criança. Com cenas mais misteriosas, a animação consegue trazer um clima que levanta a dúvida se é um sonho ou realidade, e à medida que o telespectador consegue sentir o que o personagem principal está sentindo.

A história ruma ao passo de que o autodescobrimento do garoto se intensifica. A paleta de cores do filme, em certas cenas, em tons mais escuros, remetem ao ar de mistério no ar. Nada que imponha medo em quem assiste. A aventura inicial está no trem, e alguns dilemas são apresentados aos personagens. Uma das crianças não se enturma e se isola em outro vagão. O condutor do trem avisa os pequenos passageiros que é hora do chocolate quente. Uma terceira criança percebe que o garoto isolado não irá receber, então ela oferece a própria xícara para o garoto viver a experiência.

Atitudes que demonstram bondade, generosidade e a inocência de uma criança. Coisas que os adultos vão deixando de lado com o passar do tempo, que são infinitamente naturais em uma criança. Características que o Natal e o clima natalino trazem novamente e nos fazem refletir, aproveitando o clima reflexivo do fim de ano.

Porém, o dilema principal não havia sido resolvido, e o garoto ainda não acreditava no Natal. Ainda no trem, ele encontra um guizo, mas mesmo chacoalhando não consegue ouvi-lo. Ele então entende que para ouvir precisa acreditar. E durante o trajeto ele tenta outras vezes, mas ainda falha.

Em cena final, as crianças se encontram com o Papai Noel, uma figura representada de forma heróica, até. O pequeno garoto então o enxerga, balança o guizo e ouve o som que o instrumento faz. Essa cena é o símbolo do acreditar.

O Natal não é sobre ganhar presentes, apenas. A interpretação do que a cena representa é particular, mas na minha visão, esse acreditar não sobre o Papai Noel, mas sim sobre os valores. Ao longo de todo o trajeto até o Pólo Norte, nas aventuras com os amigos e encontrando o Papai Noel, o garoto convive com os principais valores do Natal, e o acreditar dele é sobre isso. É a generosidade, simplicidade, bondade e fé. São valores que as crianças aprendem para que já cresçam entendendo a importância e beleza destes sentimentos.

O Natal está chegando, e agora você tem a oportunidade de embarcar no seu Expresso Polar.

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

Um Feliz Natal.

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