Resenha de filme: “O Projeto Adam” – Como aproveitar o momento presente, com Adam Reed

Resenha de filme: “O Projeto Adam” – Como aproveitar o momento presente, com Adam Reed

O sentimento de luto, sobretudo para crianças, pode tornar o tempo estático e, também, pode causar emoções como raiva, tristeza e o aparecimento de memórias remotas. É o que acontece com a versão do garoto de 12 anos Adam Reed (Walker Scobell), o qual está sofrendo com a perda repentina do pai e, simultaneamente, passando por situações de bullying na escola. Portanto, era impossibilitado de aproveitar o presente, ser mais gentil com a própria mãe, Ellie (Jennifer Garner), e apreciar mais a própria vida, até que encontra sua versão do futuro, interpretada por Ryan Reynolds, que está no ano de 2050. 

O objetivo do Adam Reed do ano de 2050 é encontrar sua esposa Laura (Zoe Saldaña), que desapareceu em 2018, e desvendar segredos, junto com sua versão de 12 anos, sobre a viagem do tempo, criada inicialmente pelo seu pai, Louis (Mark Ruffalo). A missão do Reed do futuro é salvar o mundo de uma catástrofe, e, além disso, estimular e motivar a busca de autoconhecimento por parte do jovem Adam, que, constantemente, se envolve em brigas pelo seu comportamento sarcástico. 

Quando a nave do Adam do futuro chega próxima à casa do jovem, pode-se dizer que o momento é uma metáfora para a chegada de uma nova era nas vidas das duas versões de Reed. Tanto que a sabedoria que prevalece é que, nesse encontro dos dois Adams, as memórias e aprendizados de ambos se reconciliam, tornando, assim, quem ambos devem ser, suas versões originais. 

Outra questão abordada no filme é a frase “é mais fácil ficar bravo do que triste”, principalmente durante o período de luto vivido pelo pequeno Adam. A raiva torna a versão de 12 anos de Adam revoltada com a vida e isso afeta suas relações sociais. 

Louis, seu pai e pioneiro na viagem do tempo diz: “em vez de reclamar, permitam-se falhar e trabalhem nisso, não podem ser bons em algo a menos que estejam dispostos a errar” – o conselho é uma forma de diálogo com ambos os Adams, que lidam com o impacto das emoções mal compreendidas e trabalhadas e estão com problemas em suas vidas pessoais. Assim, essa fala de Louis é marcante e crucial para entendermos a mensagem motivacional e inspiradora do filme – ser mais gentil consigo mesmo e que errar é essencial para os aprendizados de vida. 

Além disso, Maya Sorian (Catherine Keener), amiga de Louis e profissional da física, o ajuda nas pesquisas sobre a viagem do tempo, porém, quando ele morre, ela trabalha muito para conseguir fundar sua própria empresa, a Sorian. Ela se torna extremamente aliada ao trabalho e chega a dizer que só possui a empresa como companhia, refletindo o que muitos profissionais passam durante a carreira – a ambição e a busca pelo “sucesso” também traz isolamento.

Através da viagem do tempo, Adam conseguiu revisitar o pai e isso contribuiu para que ele reconhecesse suas questões emocionais e que ele possui todo o tempo no presente para mudar e se autotransformar. 

Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

No Comments

Post A Comment