Qual é a diferença entre o papel do psicólogo em uma organização e em um consultório?

Qual é a diferença entre o papel do psicólogo em uma organização e em um consultório?

Quando pensamos no profissional de psicologia, estamos acostumados a imaginá-los em uma sala sentados em uma poltrona prestando atenção em algo que seu paciente está falando. É como se colocássemos eles em uma caixinha, mas é aí que nos enganamos. Psicólogos não são todos iguais, muito pelo contrário: são todos diferentes e podem executar diferentes práticas da sua formação. 

Mas afinal, qual seria a diferença entre um profissional que exerce sua profissão dentro de um consultório em uma clínica e outro que trabalha em uma empresa?

O psicólogo clínico

A psicologia oferece um leque de opções para os profissionais da área, entre elas está a clínica. É uma das áreas mais reconhecidas quando pensamos em psicologia e se caracteriza pelo atendimento em consultório ou até virtual, graças à adaptação da profissão durante a pandemia. 

Você certamente já deve ter visto a cena de uma pessoa deitada no divã falando sobre os próprios sentimentos e acontecimentos do dia a dia enquanto o psicólogo faz anotações. Esse é um ótimo retrato do que seria a psicologia clínica.

Nas consultas, o profissional conduz as sessões de psicoterapia para realizar o diagnóstico e tratamento dos pacientes. Essa área tem como principal instrumento a escuta do paciente. Isso significa que o diagnóstico é realizado a partir do que as pessoas falam, considerando como enxergam o mundo ao seu redor e como se posicionam nele. Assim, são analisados o comportamento e as questões trazidas pelo paciente para, em seguida, se aprofundar na origem deles. O objetivo é entender os distúrbios mentais e conduzir o tratamento adequado.

De modo geral, o psicólogo é o profissional qualificado em métodos cientificamente validados para ajudar as pessoas a lidarem com problemas psicológicos através de sete abordagens que podem ser utilizadas:  

  • Psicanálise: é uma das abordagens mais antigas e conhecidas. Ela foi desenvolvida por Freud e direciona a atenção para o inconsciente;
  • Análise junguiana: é uma vertente da psicanálise que trabalha o consciente e o inconsciente na busca por equilibrar o lado interior e exterior do indivíduo;
  • Humanismo: tem como base a ideia de que todos tendem a realizar algo que gera desenvolvimento e evolução;
  • Fenomenologia: essa abordagem considera que cada pessoa tem uma experiência única no mundo, por isso o foco está na realidade dessas experiências e na intenção das ações de cada indivíduo;
  • Psicologia corporal ou Reich: recebeu influência da psicanálise e tem como um dos principais conceitos o caráter; 
  • Análise do comportamento: busca entender porque alguém se comporta de certa maneira. É caracterizada pela observação dos pacientes em busca de compreender as suas questões; 
  • Cognitivo-comportamental (TCC): Ela se diferencia por adicionar a análise do pensamento, junto à do comportamento e dos sentimentos para entender as consequências que eles trazem. 

O profissional de RH

As empresas já perceberam que a rotina do trabalho tem, cada vez mais, se agregado à rotina pessoal, fazendo com que as relações trabalhistas ganhem aspectos pessoais também. Assim, viram a necessidade de criar, ter e manter um ambiente corporativo saudável e harmonioso. É aí que entra o profissional de Recursos Humanos!

O responsável por essa área tem como principal finalidade proporcionar bem-estar aos colaboradores. Para tanto, o comportamento organizacional passa por uma avaliação ampla, que leva em consideração o ser humano enquanto indivíduo. 

Para uma gestão efetiva, o psicólogo que atua nesse ambiente precisa compreender o perfil das pessoas que fazem parte da organização. A partir daí, ele consegue entender qual a maneira mais eficiente de lidar com cada uma. Além disso, a psicologia no RH busca promover o alinhamento entre os interesses da empresa com as necessidades dos profissionais que trabalham nela.

As organizações entenderam que são as pessoas as responsáveis por gerar diferenciais competitivos para os negócios. Sendo assim, é preciso gerenciar tudo aquilo que possa influenciar o desempenho de cada colaborador: emoções, sentimentos, ideais e valores.

Claro que os fatores pessoais também colaboram para esse resultado, mas saber aproveitar a psicologia no RH é fundamental para desenvolver os profissionais nas empresas. Nesse sentido, vale a pena destacar que a participação da psicologia no setor de RH vai muito além dos processos de recrutamento e seleção:

  • Gestão de clima organizacional: Toda empresa precisa de informação para melhorar cada vez mais seus processos e resultados. É aí que entra a pesquisa de clima. Por meio dela, são identificadas informações que podem revelar pontos de insatisfação ou oportunidades de melhorias muitas vezes desconhecidas pela gestão da empresa;
  • Treinamento e desenvolvimento de pessoas: O diagnóstico da avaliação de desempenho permite traçar o melhor plano de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. Essa atividade é ainda mais importante hoje em dia. Dessa forma, a psicologia no RH atua na promoção de treinamentos, cursos e reuniões com o objetivo de desenvolver equipes;
  • Recrutamento: o recurso que o psicólogo de RH utiliza para contribuir nesse processo é a análise do ambiente de trabalho e do cargo, por meio da definição do perfil do profissional. Para escolher o perfil que mais se encaixa no cargo, ele define a metodologia de recrutamento e faz uso de técnicas de seleção de pessoal;
  • Avaliação de desempenho dos colaboradores: A postura de cada colaborador e o seu conhecimento técnico precisam ser avaliados de forma constante, a fim de que seja possível criar um plano de capacitação. A ferramenta ideal para isso é a avaliação de desempenho, que pode ser feita com a ajuda de um profissional de psicologia.

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Pratique o autoconhecimento e potencialize-se!

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